quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Desenvolvimento Sustentável



É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
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www.desafiomudancasclimaticas.com.br -

sábado, 29 de agosto de 2009

PRA QUE SERVE? (Ruth Rocha)


Pra que serve dinheiro? Pra que serve estudar? Pra que serve o amor?
Essas são algumas perguntas que surgem na vida de uma garota quando ela viaja para um acampamento.

Diálogos vivos, estilo rápido e certeiro. É assim que a escritora Ruth Rocha acerta em cheio no seu livro PRA QUE SERVE?.

Ruth Rocha nasceu em 1931 na cidade de São Paulo, Foi orientadora educacional e editora. Seus primeiros artigos foram sobre educação, em 1967 e em 1969 começou a escrever histórias infantis para uma revista. Seu primeiro livro foi editado em 1976 e de lá pra cá, publicou mais de 100 livros no brasil e 20 no exterior.

Os livros de Ruth Rocha, por seu estilo irreverente, nunca perdem a atualidade e têm recebido os mais importantes prêmios de literatura para crianças e jovens.

Mas afinal..PRA QUE SERVE UMA HISTÓRIA?
Pra divertir? Pra ensinar? Pra passar mensagem, como quem passa bilhetinho
pros namorados? Nada disso minha gente! UMA HISTÓRIA SERVE PRA SE LER!
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

É notícia: Reforma Curricular


O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira (13) que os reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior aprovaram por unanimidade a matriz de habilidades que serão incluídas no novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A matriz é uma espécie de guia que orienta a elaboração dos itens da prova. De acordo com o ministro, também ficou definido entre o MEC e os reitores que um modelo de prova do novo ENEM será divulgado “o quanto antes” para que os estudantes possam se preparar. Ele não soube precisar quantas universidades devem aderir ao novo vestibular, mas antecipou que a ideia é aplicar pelo menos duas provas por ano, apesar da questão orçamentária.

Segundo Haddad, ficou definido que haverá provas de língua estrangeira já em 2010. O ministro também informou ter oficiado o Ministério da Justiça para que a segurança seja reforçada. Haddad afirmou que a Polícia Federal vai reforçar a segurança nos locais de prova.

Segundo Haddad, “a partir deste momento, se inicia um processo de reforma curricular do ensino médio." O documento que vai especificar o conteúdo do vestibular unificado deverá ser divulgado nesta quinta-feira (14), após ser apresentado ao Conselho Nacional de Secretários de Educação.

O ministro disse que o novo modelo de prova privilegia a capacidade de interdisciplinaridade e a compreensão de conteúdos e não o mais o chamado "decoreba". "Se um aluno compreende um fenômeno da natureza, sabe do que se trata, mas se esqueceu a fórmula que é geralmente decorada, ele vai conseguir por outros meios chegar à resposta correta. A ênfase deixa de ser a memorização para a capacidade de compreensão dos fenômenos da natureza, ou da história, ou da geografia", explicou.

Haddad fez mais críticas ao "decoreba." "É inadmissível perguntar sobre data, não vai se perguntar se ele sabe uma data. Num momento de tensão extrema, o aluno pode não tem equilíbrio emocional para responder. Precisa saber se ele compreende os processos históricos", completou Haddad.
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Notícias: ENEM

O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.

A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.

As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:

• Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;

• Como primeira fase;
• Combinado com o vestibular da instituição;
• Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.

Publicado: Quinta-feira, 14 de maio de 2009 - 12:51
no site do Ministério da Educação (MEC) http://portal.mec.gov.br/
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

A ideia está no ar..

“Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?” Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações.

Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto. Tudo pronto, hora de rodar. Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.

Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar. Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram. Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura. Notei até certa familiaridade com o tema. No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas. Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo:

- Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia.

Foi lá que aprendi a ler.

Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - “Esse do castelo, que deve ser de mistério” - para presentear a mulher que o esperava na calçada.

Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo. Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela respondeu:

- Hum, depende do livro. Tem algum de literatura? Provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo). Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso. Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro:

- Sabe ler? (perguntei).

- Não…, disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta:

- Sim. Sei, sim.

- Em que ano você está?

- Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.

Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir. O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor.

Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor, drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura. Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio, folheavam páginas. Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares, do dinheiro…

- Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos.

Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.


[os nomes foram trocados para preservar os personagens.]

A ideia está no ar. Vamos praticar também?



-------------------------------------------- http://blogpraque.wordpress.com -----

quinta-feira, 2 de abril de 2009



EDUCADOR APRENDIZ


Ao entrar em sala de aula o professor inicia um conjunto de ações que podem ser chamadas de educativas. Essas práticas educativas começam ou pelo menos deveriam começar pela compreensão dos conteúdos disciplinares e pela sua importância como parte constituinte do processo educacional.

Como educador é de extrema importância assumir o meu papel de aprendiz, uma vez que acredito na dinâmica do ensino-aprendizagem, que desacredito no mundo estagnado onde anteriormente o saber era detido por poucos.

Ao ensinar conteúdos possibilitamos ao educando o domínio e a inserção em nossas raízes bem como reconhecimento de suas limitações, ajudando-o a construir comportamentos (habilidades) que, de uma forma ou de outra interferem na construção e nas relações que irão definir sua vida.

Recente é minha formação como educadora, e pouca foram desde então minhas experiências no âmbito educacional, mas alguma coisa motivou em mim – uma profissional diplomada em Ciências Biológicas que por vezes encontra-se a perambular por outros campos simplesmente por questão de gosto – vontade de desenvolver este blog! Que longe de ser apenas “mais um entre muitos” começa sua jornada um pouco antes das primeiras palavras aqui escritas, no mundo de minhas ideias.